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Sustentabilidade no consumo da água mediante Controle e Automação

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A Engenharia de Controle e Automação aparece como uma das promissoras opções para o cumprimento da Lei Nº 6.938/81

Atualmente, ao se falar em desenvolvimento socioeconômico, logo se questiona sobre sua sustentabilidade e alternativas disponíveis em energia renovável como forma de preservação do meio ambiente. Termos como “energia solar”, “energia eólica” e “biocombustível” já não soam com estranheza entre os cidadãos comuns. Ainda assim, a tecnologia moderna não deve negligenciar um dos maiores patrimônios da humanidade: a água.

A Lei Nº 9.433/97 da Política Nacional de Recursos Hídricos fundamenta no Art. 1o, Inciso II, que “a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico”. É possível citar alguns dados alarmantes que servem de conscientização e justificam a necessidade de implantação de estratégias que racionalizam o uso da água. Aproximadamente, 97,5% da água do planeta é salgada, e portanto imprópria para uso agrícola, industrial e humano. Além disso, 1,75% está em forma de gelo ou neve e, do restante, 99% são águas subterrâneas. Ou seja, menos de 0,0001% da água da Terra está nos lagos e rios.

Não há, entretanto, um valor exato para o preço da água, pois este depende de diversos fatores que vão do custo de extração a políticas governamentais. O preço médio agregado nos centros industriais brasileiros gira em torno de R$0,01 por litro, valor que chega a dobrar em países da Europa. Apesar de parecer baixo, esse preço reduz em até dez vezes ao se utilizar algum método adequado. Consequentemente, empresas de diversos setores investem fortemente em tecnologias que possibilitam o tratamento de esgotos e efluentes, reuso, reciclagem e, sobretudo, redução do consumo de água.

Nenhuma das técnicas necessárias para o uso sustentável da água seria aplicada sem o Controle e Automação. “Controle” consiste na a arte de manipular algum sistema para se obter um resultado desejado, interferência que poderia ser feita manualmente, porém é mais interessante que seja realizada de maneira programada (automática), daí o nome “Automação”.

Inicialmente, a finalidade da automatização era aumentar a produtividade dos processos de fabricação e melhorar a qualidade das tarefas realizadas pelo homem, o que proporcionava melhor aproveitamento da água de maneira indireta. Atualmente, cada vez mais, as empresas procuram sistemas de controle que causam um impacto direto na redução do seu consumo hidráulico. Na medida em que os problemas e dilemas são apresentados, novas soluções são criadas. Apesar do custo inicial em termos de instalação e eletricidade, o balanço energético e o ganho final viabilizam o investimento.

Aliada à Política Nacional do Meio Ambiente, no que concerne ao melhor uso da água, a Engenharia de Controle e Automação aparece como uma das promissoras opções para o cumprimento da Lei Nº 6.938/81, que estabelece como um de seus princípios no Art. 2º “incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais”. Trata-se de uma Ciência relativamente nova que, bem direcionada, possibilita a exploração de riquezas com respeito à natureza e que prioriza o bem-estar social.

(Fonte: Marcus V. Americano da Costa Filho (Eng. Pesquisador do Deptº de Automação e Sistemas da UFSC)
Instituto Carbono Brasil)